quarta-feira, 28 de setembro de 2011

VII - Cartomante

   Naquele dia ela acordou de bom humor, estava contente e não entendia bem o porque... Sentia-se muito bem, resolveu aproveitar o momento e foi passear, sem destino certo ou companhia definida, saiu.
   Andando por ai uma pequena casa na cor vermelha em uma rua pacata onde ela se destacava mais do que qualquer outra casa lhe chamou a atenção... A casa tinha os portões abertos e era convidativa a sua entrada, chegando a uma estranha porta composta por fios finos com contas, parecendo uma cortina de pulseiras infantis ela encontrou uma mulher, de semblante sereno e ela lhe olhava com um jeito convidativo, depois de alguns segundos se olhando ela pediu desculpas a mulher e ameaçou ir embora, porém está senhora de semblante tão sereno e convidativo a convidou para um chá, explicou para ela que ali viviam alguns ciganos e pediu para ler a mão dela. A cigana pegou sua mão e disse que via ali que ela seria muito feliz, teria uma relação muito forte com uma pessoa, dois filhos, não seria tão bem sucedida no trabalho quanto ela esperava e teria duas escolhas em sua vida.
   Ela agradeceu, terminou seu chá, ofereceu uma pequena ajuda em dinheiro que a cigana não aceitou e foi embora. Agora indo para casa ela pensava no que a cigana tinha dito. Uma ligação forte com uma pessoa.
Ela não conseguia parar de pensar nisso. E isso não saiu de sua cabeça até chegar em casa.
   Chegando em casa resolveu fazer outras coisas para espairecer, foi cozinhar ouvindo musica, tomou um banho demorado e jantou sozinha, se sentia mal por comer sozinha não gostava muito, mas as vezes é bom estar só e poder pensar.
   Depois de terminado o dia resolveu dormir, aquela noite ela teve um sonho estranho, ela sonhou com a cigana que falava novamente sobre uma relação muito forte que ela teria com alguém, ela perguntava a cigana quem era e a cigana respondia, porém, ela não ouvia. Era como um jogo onde ela não poderia saber agora que era, ela teria que esperar, juntar pistas e descobrir sozinha.


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