quarta-feira, 27 de abril de 2011

II - Bagunça

   Ela ligou o radio, já havia um CD lá, ela simplesmente colocou para tocar, não sabia qual era, então a musica começou e ela entrou no banho. Tomando banho e ainda sem saber direito se tinha ou não acordado ela começou a ouvir a musica que tocava, um som ligeiramente pesado uma voz um pouco rouca com um leve sotaque carioca falava que era simplesmente um cara e que o tempo não pará, isso a fez despertar de vez e perceber que estava viva, atrasada e precisava ir... Saiu rapidamente do banho colocou uma roupa foi para a cozinha pensou em comer algo mas não viu nada então desligou o som e foi embora. Precisava ir na biblioteca tinha lido um livro que a tinham recomendado que iria ajuda-la e que falava sobre alguém mexer em um tal queijo o qual ela não entendeu muito bem e achou desnecessário para a sua vida, porque na sua opinião auto ajuda é como assinar uma declaração dizendo que você é inútil o suficiente para não poder resolver seus problemas e para isso precisar de um livro que uma pessoa que nem tem ideia da sua existência escreveu, mas ela leu, porque precisava acabar com o seu pré conceito.
   Indo para escola dentro do metro viu que estava cedo e parou em uma estação qualquer onde não tinha quase ninguém e se via uma paisagem bonita, ou que pelo menos ela achava bonita, lá ela ficou um bom tempo ela tentava ler um livro sobre um pequeno garoto perdido no deserto que não tinha maldade e que dava muitas lições para a vida de todos, mas ela só tentava porque não conseguia se concentrar não havia nada que a fizesse perder a atenção, porém, havia muitas coisas passando muito rápido por sua cabeça a as coisas passavam tão rápido que ela simplesmente não conseguia saber exactamente o que era. Era uma confusão interminável.
   Olhou para o relógio, estava atrasada outra vez, saiu correndo para dentro do metro e sentiu ter esbarrado em alguém, quando virou para ver era um rapaz, bonito, até que parecia ser bem simpático, ela pediu desculpas e ele simplesmente a ignorou, ela ficou sem jeito e foi para longe.
   Chegando na escola, a mesma coisa, as mesmas pessoas, para ela uma rotina monótona que ela queria mudar. Ela já sabia as aulas tinha uma leve noção do conteúdo que seria dado, sentia uma grande monotonia no ar. Não queria estar ali, ela passou o tempo todo viajando sem prestar atenção em nada e ninguem porque ela não sentia que ali era seu lugar, ela queria estar em outro lugar onde pudesse colocar sua cabeça em ordem porque queria entender o que estava se passando. O ultimo sinal, mal ele tinha acabado de tocar ela já tinha saído, queria um lugar tranquilo onde pudesse pensar, sabia que não iria achar, encontrou um amigo no caminho, ele a abraçou, ela sentiu uma paz, uma coisa diferente que ela não queria que acabasse nunca, mas em poucos segundos acabou.
   Foi para casa. No caminho passou por muito lugares, viu muitas pessoas se apaixonou brevemente por muitos sorrisos e olhos. Chegou em casa. Ninguém a esperava, a solução foi ver se alguém mesmo virtualmente a esperava e ninguém a esperava. Desligou o computador e foi deitar, ligou a TV e ficou vendo um filme que a não interessava e acabou dormindo, tinha um compromisso no outro dia.



Nenhum comentário:

Postar um comentário