quinta-feira, 30 de junho de 2011

IV - Confusão

   No dia seguinte ela acordou pela tarde com o sol indo embora já... Correu para achar o celular em meio a bagunça de roupas que tinha em seu quarto... Achou, estava sem bateria, correu para a cozinha achar o carregador, ela lembrava de o ter deixado lá... Não estava... Continuou procurando pela casa... Achou, colocou o celular para carregar, queria ver se alguem tinha ligado para ela... Não ninguem havia ligado... Então voltou a deitar, ia tentar dormir novamente. Dormiu.
   Acordou assustada com um som muito alto tocando, era uma musica conhecida, falava algo sobre roubar um caminhão e foi assim que ela percebeu que era seu celular tocando, levantou assustada para atender. Do outro lado era uma voz rouca e suave que parecia ser conhecida, era ele. Estava a chamando para ir ao cinema, ela não tinha nenhum plano melhor em vista então aceitou. Se arrumou depressa e foi encontra-lo.
   Conversaram ainda mais que na noite anterior, viram um filme que os interessava muito, era o quarto ou quinto de uma historia muito bem humorada sobre piratas e tesouros. Ela adorou, ele nem tanto. Saindo do cinema conversaram mais, tomaram sorvete. Ela foi para casa.
   Chegando em casa ela prefiriu não acender as luzes, preferia o escuro, estava com uma duvida que não queria deixa-la em paz... Ligou o radio, o deixou baixo tocando uma musica suave uma voz feminina e forte que dizia frases decididas sobre uma relação que talvez nunca existirá por pré julgamentos algo sobre ser uma prisioneira em um quarto de hotel... Ela se deitou na cama olhando para o nada, para o escuro, e começou a pensar... O que tinha acontecido naqueles dois dias? O que estava acontecendo com ela? O que ela estava sentindo? Mas como podia estar sentindo isso? Estava confusa... Acabou dormindo.


sexta-feira, 27 de maio de 2011

III - Destino

   O compromisso que ela tinha era com o destino... Ele pensava que era com amigos de sair e tentar se divertir, mas não, o destino a esperava mesmo sem ela saber...
   Acordou as 10h da manhã se sentiu a pessoa mais feliz do mundo por poder dormir tanto, enrolou na cama por um tempo... Levantou, se sentia disposta, ligou o radio como fazia sempre, tocava uma musica que ela nunca tinha ouvido mas que ela gostou porque dizia algo sobre estar em paz e não querer guerra com ninguém e era isso que ela sentia naquela manhã. Foi tomar banho, um daqueles banhos muito demorados que se tem tempo para pensar em tudo e foi isso que ela fez, saiu de lá renovada.
   Abriu a janela, estava um dia bonito, resolveu dar uma volta... Pegou seus companheiros de sempre e saiu. Com seu livro e seu mp3 sentia que não faltava mais nada, andou sem saber pra onde ia, pegou o metro sem ter um destino certo... Andando por ai não percebia ninguém, parecia tudo perfeito. Já era tarde, resolveu ir para casa. 
   Em casa como de costume ninguém a esperava, ligou o radio e ouviu uma musica animada que dizia algo sobre encontrar alguém e era isso que ela queria aquela noite. Se arrumou e saiu, encontrou seus amigos, foi curtir a noite, um lugar estranho onde ela nunca tinha ido, bem diferente de tudo que ela já tinha visto, mas gostou. E foi nessa hora que o destino a encontrou como dizia a musica que ela ouviu antes de sair de casa, o destino tinha nome e sobrenome, um cabelo loiro e um jeito diferente de tudo que ela já tinha visto e foi o que mais lhe chamou a atenção.
   Chamamos de destino, alguns podem chamar de amor, outros de encontros casuais, alguns de metade da laranja, mas para nós é destino, uma coisa que só poderia acontecer se fosse naquele lugar, naquela hora naquele dia. Depois de uma noite bem conversada o conto de fadas chegou ao fim e ela estava se sentindo depois do fim...
   Madrugada, ruas desertas, paisagens bonitas, metro vazio, tempo para pensar, chegando em casa não tinha sol nascendo só tinha o frio crescendo, ninguém a esperava então foi dormir achou melhor se recompor.
   É difícil expressar o porque de mesmo cansada ela não dormia, ela tinha algo dentro de si que não a deixava em paz, era como se não tivesse estado a noite toda acordada mas como se tivesse dormido tudo que precisava em algum instante perdido em meio a conversas sem sentido, segredos proibidos e beijos roubados... Com muito custo a euforia passou, a ferra que residia em seu interior se acalmou, ela dormiu.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

II - Bagunça

   Ela ligou o radio, já havia um CD lá, ela simplesmente colocou para tocar, não sabia qual era, então a musica começou e ela entrou no banho. Tomando banho e ainda sem saber direito se tinha ou não acordado ela começou a ouvir a musica que tocava, um som ligeiramente pesado uma voz um pouco rouca com um leve sotaque carioca falava que era simplesmente um cara e que o tempo não pará, isso a fez despertar de vez e perceber que estava viva, atrasada e precisava ir... Saiu rapidamente do banho colocou uma roupa foi para a cozinha pensou em comer algo mas não viu nada então desligou o som e foi embora. Precisava ir na biblioteca tinha lido um livro que a tinham recomendado que iria ajuda-la e que falava sobre alguém mexer em um tal queijo o qual ela não entendeu muito bem e achou desnecessário para a sua vida, porque na sua opinião auto ajuda é como assinar uma declaração dizendo que você é inútil o suficiente para não poder resolver seus problemas e para isso precisar de um livro que uma pessoa que nem tem ideia da sua existência escreveu, mas ela leu, porque precisava acabar com o seu pré conceito.
   Indo para escola dentro do metro viu que estava cedo e parou em uma estação qualquer onde não tinha quase ninguém e se via uma paisagem bonita, ou que pelo menos ela achava bonita, lá ela ficou um bom tempo ela tentava ler um livro sobre um pequeno garoto perdido no deserto que não tinha maldade e que dava muitas lições para a vida de todos, mas ela só tentava porque não conseguia se concentrar não havia nada que a fizesse perder a atenção, porém, havia muitas coisas passando muito rápido por sua cabeça a as coisas passavam tão rápido que ela simplesmente não conseguia saber exactamente o que era. Era uma confusão interminável.
   Olhou para o relógio, estava atrasada outra vez, saiu correndo para dentro do metro e sentiu ter esbarrado em alguém, quando virou para ver era um rapaz, bonito, até que parecia ser bem simpático, ela pediu desculpas e ele simplesmente a ignorou, ela ficou sem jeito e foi para longe.
   Chegando na escola, a mesma coisa, as mesmas pessoas, para ela uma rotina monótona que ela queria mudar. Ela já sabia as aulas tinha uma leve noção do conteúdo que seria dado, sentia uma grande monotonia no ar. Não queria estar ali, ela passou o tempo todo viajando sem prestar atenção em nada e ninguem porque ela não sentia que ali era seu lugar, ela queria estar em outro lugar onde pudesse colocar sua cabeça em ordem porque queria entender o que estava se passando. O ultimo sinal, mal ele tinha acabado de tocar ela já tinha saído, queria um lugar tranquilo onde pudesse pensar, sabia que não iria achar, encontrou um amigo no caminho, ele a abraçou, ela sentiu uma paz, uma coisa diferente que ela não queria que acabasse nunca, mas em poucos segundos acabou.
   Foi para casa. No caminho passou por muito lugares, viu muitas pessoas se apaixonou brevemente por muitos sorrisos e olhos. Chegou em casa. Ninguém a esperava, a solução foi ver se alguém mesmo virtualmente a esperava e ninguém a esperava. Desligou o computador e foi deitar, ligou a TV e ficou vendo um filme que a não interessava e acabou dormindo, tinha um compromisso no outro dia.